Um espaço que pretende ser um olhar próprio sobre a Vida e as pequenas coisas do dia-a-dia. Os eventuais visitantes poderão esperar encontrar aqui textos intimistas, poemas, ´pensamentos`, fotos e, até, coisas fúteis várias, como é próprio de um ´jornal de parede` com estes propósitos
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
domingo, 2 de abril de 2023
Há dias que têm tudo para não correr bem, sem que por isso deixem de ser belos
Há dias que não
correm bem, embora nem por isso deixem de ser belos. Pelo menos, foi isso que
li entretanto numa página de "Facebook" reportada à tarde de
ontem. Poderei ter interpretado mal.
Em matéria de facto,
registe-se a concretização ontem de uma festa de anos, fora de prazo, uma
reunião de gente que, no geral, não me dizia nada, e uma tarde de algazarra,
escapando-me como é que alguém se fazia entender no meio de tanta algazarra.
Isso, em concreto, pouco me interessava. O que me desconfortou sobremaneira foi
terem-me convocado, de modo imperativo, para a festaça, assumindo que eu fosse
daqueles que aceitassem o quer que seja para que me convoquem de forma
imperativa e sem direito de audição. A esse título, bastou-me a convocação
para a "guerra", há umas décadas, de que retirei nada, há exceção de
18 meses perdidos de uma vida em início de projeto de vida profissional, e
alguns pequenos desconfortos em matéria de saúde.
Obviamente, a convocatória
imperativa que me foi endereçada ontem só poderia ser do meu interesse, isto é,
seria de incontornável interesse para mim, aparte fruir da algazarra em
perspetiva, travar conhecimento com pessoas que não me dizem nada e fazem parte de memórias de vida de terceiros, e participar
em conversas sobre temas que nunca me interessaram nem tenho a expetativa de
algum dia virem a interessar nos anos, indefinidos, que me restam de vida. Foi
uma convocatória feita por bem, no entanto.
Pena foi que não
tivesse podido responder positivamente à convocatória porque ainda prezo
princípios de respeito por mim, e prezo muito mais a companhia do meu gato, o
Fera, do que a de animadores(as) de algazarras, mesmo que muito bem
intencionados(as).
Foi um dia, melhor,
uma tarde bela, apesar de tudo! Para quem tivesse dúvidas disso, ficou a foto e
a declaração afixada em página do “Facebook”. É verdade que se diz que, no “Facebook”, muito do que se informa hoje em dia cai no domínio das notícias falsas mas, neste particular, estou em admitir
que não seja o caso. Que siga a algazarra e a desatenção em relação aos que não
prezam esse tipo de manifestação e exigem respeito pela respetiva sensibilidade
e modo de olhar para a vida e para os convívios que se organizam.
Disse!
José Cadima Ribeiro
quinta-feira, 29 de abril de 2021
Desencontros
Infelizmente, em razão de circunstâncias diversas, a nossa vida também se faz de desencontros, mesmo quando temos por meta única o encontro.
Não és capaz de imaginar quanto me pesam os nossos desencontros. Não posso, no entanto, não reagir quando sinto que fico para trás nas tuas prioridades, por desatenção, porventura. Nesse caso, ficaria magoado comigo mesmo, e deixaria espaço para que o desencontro se repetisse nos mesmos termos. Não há ninguém com que eu seja mais exigente que comigo. Anota isso e anota o meu amor por ti.
José Cadima
domingo, 31 de janeiro de 2021
Tempos difíceis
São efetivamente tempos muito muitos os que vivemos desde março de há um ano, sem data clara de termo que possamos antecipar. A dificuldade maior começa por ser a crise sanitária mas há outras derivadas: económica, social, emocional. A gestão destes tempos e das emoções que gera não é fácil tanto mais que os sinais que nos chegam são contraditórios, desde logo os que resultam da gestão pública do fenómeno mas, especialmente, da mensagem que é passada pela comunicação social, que tem posto a claro estar enxameada por péssimos jornalistas. O sensacionalismo e a mensagem política parece motivá-los bastante mais do que a sensibilização e esclarecimento do cidadão comum. A tudo isto se juntam as "certezas" dos comunicadores das redes sociais.
Num tal cenário, não é surpreendente que possamos estar mais sensíveis e porventura inseguros, precisando de toda a serenidade possível para lidar com os compromissos do dia-a-dia, e compreensão para gestos ou palavras que podem sair mais intempestivos. Precisamos todos, sublinho, e não apenas alguns. Num tal cenário, há desencontros que não deveriam ocorrer, que são o contrário do que precisamos, mas ocorrem, até porque facilmente alguns geram a convicção de que acertam sempre e estão para além de qualquer gesto menos cordial ou desrespeitador da sensibilidade dos outros.
Tal como a crise sanitária há-de ser superada, também os seus efeitos hão-de ser ultrapassados. As perdas derivadas são difíceis de estimar, sendo algumas incomensuráveis, nomeadamente as expressas em perdas de vidas, temos no entanto que acreditar que o futuro continuará a dar-nos oportunidade de encontro e de esperança. Havemos de ficar bem e o espaço para o abraço, para o passeio de mão dada hão-de voltar a acontecer.
José Cadima
domingo, 29 de dezembro de 2019
Até sempre Han Solo, Luke e Leia!
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Viagem
olhamos para a viagem como oportunidade de reencontro.
Acabamos por repetir gestos e respostas a solicitações
que nos afastam e privam do que deveria ser o foco da viagem,
enquanto fuga ao quotidiano
e espaço de troca de afetos.
Incapazes de sermos críticos de nós mesmos,
procuramos no outro desculpas para a frustração que vamos acumulando.
Pese tudo o que o dificulta, o encontro é possível,
desde que o procuremos com empenho
e saibamos dar prioridade às dimensões mais essenciais de nós.
Corro na tua direção, de abraços abertos,
ansiando o teu abraço...
José Cadima
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Estar contigo
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Eu e louraça, juntos e ao vivo, num dia com particular significado
domingo, 19 de novembro de 2017
Importas-me só tu
Não imaginas quanta falta me fazes, quotidianamente.
José Cadima




